segunda-feira, setembro 17, 2007

Do que me dissestes...



Do que me dissestes...

Do que me dissestes, alma fria,
Já nada vos acode mais?...
Éramos sós... Fora chovia...
Quanta ternura em mim havia
(Em vós também... Porque o negais?)

Hoje contudo nem me olhais...
Pobre de mim! Porque seria?
Acaso arrependida estais
Do que dissestes?

É bem possível que o estejais...
O amor é coisa fugidia...
Eu, no entretanto, que em tal dia
Gozei momentos sem iguais,
Eu não me esquecerei jamais
Do que me dissestes.

Um comentário:

Cris Teles disse...

Oi Eliane,
Obrigada pelo comentário! Sinta-se à vontade para entrar e comentar quando quiser...
As vezes os textos parecem que foram escritos pra gente né, com frases que relatam exatamente o que estamos vivendo ou sentindo no momento...traduzindo tudo que não conseguimos explicar...e quase sempre recarregam as nossas forças!
Fique bem!!
Beijos!